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quinta-feira, junho 26, 2008

expectativas

j.p.

não começar por lado nenhum. começar e acabar ao mesmo tempo no imenso desvio de um acontecimento que é simultâneo em todas as partes. essas outras que ficam de fora imediatas apenas no possível. o impossível sendo como o tempo que nunca acontece.


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domingo, junho 15, 2008

pássaros

Querendo como ser tudo, movimento sem tempo, isso só, nada mais. E outra vez o incêndio por dentro de quanto és e outra vez perguntares por pássaros, eles, à tua volta sempre a voar sem direcção nem coisa nenhuma senão a fome. A fome de tudo terem dentro dos olhos mas sempre ficarem pelo caminho nessa paisagem de entre os dedos, os teus. A tua paisagem submersa dentro da janela para o lugar de ti. Os teus pássaros, aqueles que não vês nem ouves apenas conheces com os olhos fechados que abres para te ver nos pássaros. Caminhos que não a Terra, tu, nos pássaros que não te têm a ti e são a fome, a fome de ver mais noutro lugar sem céu que não o deles. O caminho sem regresso de encontrar outra vez a fome que é dentro de ti. Sempre não voltar. Sempre noite estrelada, cheia de céu sem pássaros.

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quinta-feira, junho 12, 2008

multiplicidades


multiplicidades
Cristina Saez


Seja o céu da noite que atravessas onde te demoras, esse lugar proibido. Seja o mais antigo silêncio que gritas contigo, a morrer no sítio que nunca serás. Seja o delirante poema que encontraste na estrada debaixo de ti a percorrer-te por onde te escondeste. Seja a sombra, excêntrica verdade de ti, o acto de loucura que são as palavras. Seja o espectro do teu próprio corpo contra a luz a debater-se. Seja por onde fores que não chegas sem passar primeiro por todos os teus sonhos que dizes não terem sido teus. Seja o céu da noite que atravessas onde te demoras, esse lugar proibido. Seja mil vezes a imaginação, mil vezes as palavras, mil vezes tu no que fores nessas mil vezes de sonho, céu e noite.

Originalmente publicado aqui.

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quarta-feira, junho 11, 2008

fábula (ensaio)

andamento primeiro: invocação de dentro da terra

O teu dia debaixo do sol não raiou porque te prometeste à noite que ainda agora não sabes o que será. A chuva não entrou na terra porque te esqueceste que o chão era a conclusão do céu. Não encontraste o teu próprio rosto porque te serviste dele para seres tu no tempo. O teu milagre não foi espanto porque sucumbiste às leis da terra. Perguntam-te: o que sobra de ti no momento instante em que não és as palavras?

andamento segundo: exortação do silêncio

As palavras cresceram como ramos na tentação de ser o mundo, na tua porta. Abriste a janela que não viste, espreitaste por dentro das palavras que não conhecias. Viste um segredo que não querias ver. As palavras continuaram a crescer até que as vissem outros. Outros as viram como medo. Tu as viste como o derradeiro silêncio que houvera. Tu as recusaste. E escondeste-te e enterraste as palavras, a árvore, o dia, o mundo, tudo enterraste. A ti próprio também.


andamento terceiro: revelação do segredo

Não mais foi manhã nem noite. Sem as palavras, a noite de outra ordem e esfera. Dia, a festa rocambolesca do dia sem palavras e sem ti, enterrado debaixo ainda delas, em silêncio, portanto. A esfera e a ordem de nunca acometer contra ele, o silêncio. O segredo revelado sem palavras, nele próprio. O dia eterno sem as palavras. O mundo feliz sem palavras, em silêncio.

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segunda-feira, junho 09, 2008

nascimento

abstraction of a hole
Henri Bateman


Os prédios altos em forma de morte nascem no Teu Berço. O Teu Berço, Meu o espanto colossal, rompendo pela janela e pela madrugada luminosa. As revelações tuas no instante de uma noite dentro de si, sem casa e apenas noite do dia sem começo. Aquém, os lençóis quedam-se brancos, e no entanto, imaculados e perfeitos de uma ausência que é Senhora no Berço e a Negação. Não durmo, não sonho. Não durmo, não sonho. Serei esta história interminável, sem interdição nem o contratempo que é o limite do meu nascimento. E sonho-me, só depois da negação, como impossível de mim, na permanência de não ser sonho. Podes tu embelezar-me dentro do tempo ou fora dele. Tu escolherás, querendo como ser, sendo, querendo ser como o tempo, nada. E depois, na morte, serei alguma coisa mais. O fim do sonho, serei.

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