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sábado, março 22, 2008

do vazio


Marco Paoluzzo


A caravana seguia desinforme, como musgo na terra a perscrutar o silêncio dos passos desmedidos sem norte nem frente. Revolvia-lhe o vento o recato e a ausência, improvisando-lhe única a vertigem possível do destino que existia como tempo e perplexidade. A caravana era um conjunto mal escolhido de homens e mulheres diferentes porque iguais a todos os outros homens e mulheres da Terra. Mas seguiam na caravana e essa caravana era a história do dia que amanhecera infinito sobre si próprio, uma caravana feita de andamentos descontinuados e auroras indesejantes que não terminavam no sonho da noite imperfeita a morrer no dia. Por fim, os rostos quedavam-se uns nos outros e forasteiros daquele lugar improvável do silêncio, atreviam-se depois a olhar o horizonte perfeito como único acaso diverso de um fim imenso, consumado desde a origem.

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domingo, março 09, 2008

as três formas possíveis do silêncio


Harpa Hárnadóttir

Haraldur Jónsson



Finnbogi Petursson


Ou o não vazio absoluto. Ou a intolerância do imaginário sem objecto. Ou a morte dentro da vida.

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quarta-feira, março 05, 2008

adágio abstersivo* sobre c.

Pergunta-te o caminho e o teu caminho ficará depois da última história, a impossível. Que milhares te habitam? Que milhares te imaginam procedência e te advêm como possibilidade e metamorfose no 7º andar de quem olha cá para baixo imenso na raridade de experimentar. Esse, O Medo a caber-nos perplexo e glacial a acontecer no pasmo indiferente com que nos espreitámos da janela. Lá em baixo te esperarão. Nos esperarão. Fleumas, lentidões, o desprazer do efémero mais do que a desordem do trajecto impiedosamente perseguido até ao fim. Somos a cólera impugnante. Quem passa e que mais não será? Teatros e desgraças a fazer de conta que têm um destino mais do que nós. Que milhares serão? Que ineptos e que desordem afinal te alui? Exigência pela nulidade antecipada e pelo silêncio em forma de existência abjecta. O ritmo teu exagerado, a sorte igual em tamanho e feitio para todos, a deserção imperiosa, a impertinência do entendimento. Matéria e sentença sobre a matéria. As pessoas e o constrangimento do reduto final.

* - mundificante

Texto originalmente publicado em Revista Big Ode #4 (edição impressa).


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domingo, março 02, 2008

improvisação sobre a fantasia

by Marguerite Keyes

"E um dos requisitos fundamentais é também o silêncio." G.S.

Da percepção impressionada das histórias que acontecem em silêncio retenho esta de Marguerite Keyes. Um deslumbramento sobre a ilusão e sobre o entendimento circunscrito das metáforas que ensaiam a ausência. As palavras sem palavras e a imagem como equívoco absoluto.

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