<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d11610014\x26blogName\x3devidence+and+chlorine\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://claya.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://claya.blogspot.com/\x26vt\x3d-5922575046210966920', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

sábado, junho 27, 2009

fragment of a poem #1


contar um sonho é proibido como termo-nos dentro das palavras, de cada uma em si no que é quando partimos em busca do segredo que elas têm entre elas e que contarei sem contar nestes dias que passam em segredo entre mim e as palavras que somos como uma só frase dentro de um grande texto em silêncio

Etiquetas:

sábado, junho 06, 2009

moinhos pela noite dentro

Etiquetas:

quinta-feira, junho 04, 2009

está-tu-as-nu-as

oslo

estou a caminho das estátuas nuas. desconfio que até lá não consigo ver mais nada a não ser está-tu-as-nu-as.

Etiquetas:

quarta-feira, junho 03, 2009

'a luz chega enrolada'


estou a chegar a casa. não consigo escrever sobre ti. tenho muitas palavras para dizer, mas as que tenho não são as de todos os dias que escrevo com as mãos que tenho, os poemas das minhas mãos e dos meus dedos que passam a vida a falar tudo diante de tudo, que é assim esse o meu modo de ser o que sou. mas diante de ti tomo as palavras no que não tenho delas. e no que penso sempre ir até ao fim do mundo para voltar a encontrar o que não tenho delas, julgo, na minha ilusão de achar que é isso. mas não. ante ti quando regresso a casa, não tenho nenhuma que não seja a que eu nunca aprendi para dizer de ti, para te dizer a ti. perdoa-me p., para dizer de ti, vou ter que ir ao fim do mundo e regressar, e depois ao princípio dele e regressar outra vez, p. porque às vezes, quando abres as mãos e vejo o que nelas tens dentro, descubro que não precisas tu de fazer essa viagem porque as palavras onde estão as tuas mãos são essas que nunca nós vimos a não ser através das tuas mãos. e penso que as terei só quando fizer essas duas viagens para as ir buscar. sim, eu sei, quando me viste nascer, p., eu sei, ensinaste-me essas palavras que eu havia de não dizer nunca mais, para sempre as ter comigo e não as perder quando as dissesse mas esqueceste-te que as quereria sempre dizer diante de ti, que me as ensinaste, e que diante de ti quereria sempre que soubesses que as não esqueci e regressando assim a esse momento do nosso diálogo primeiro antes do meu coração começar a bater, estaríamos ambos sem falar ao mesmo tempo das nossas palavras, nossas, minhas e tuas, ao mesmo tempo que um e outro para sempre. ou então esqueceste-te de me ensinar as que havia eu de dizer de todas as vezes que regressasse a casa, perante ti, p. que as não tenho, sabes, nem para escrever que é a forma delas possível ante o silêncio. p., pergunto-me se fizeste de propósito para não conversarmos jamais depois do dia em que nasci e me ensinaste que só aquelas palavras podiam ser as das minhas mãos em silêncio ante ti, p. estou a chegar a casa, p., e o que se vai seguir é a dor de contarmos o mundo um ao outro sem nada dizermos porque ainda não fui ao fim do mundo e ao princípio dele buscar o que tu não me pudeste dar dele.



Etiquetas: