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domingo, janeiro 31, 2010

a superfície aberta do poema angular (v.)

sophie

é como ele disse,

que tudo se diz.


o que disse

assim como o poema disse

foi o que disse o poema,

do que não pode dizer,

porque não diz nada

do que há-de dizer

do poema

que não diz nada.

Etiquetas:

2 Comments:

Blogger andreia m. said...

Chegamos a dizer quando não dizemos? Quando pegamos no poema na mão e o tornamos a pousar? Acontece que nos toca só por existir a possibilidade de nos tocar. E assim nos pomos a dizer ainda que sem dizer nada.

01 fevereiro, 2010 08:48  
Blogger sandra g.d. said...

dizemos tudo quando não dizemos nada, querida a. porque é por ele, pelo poema, que tudo dizemos o que não conseguimos dizer. não dizendo nada. dizendo só o que não conseguimos dizer. abraço de te querer dizer tudo.

02 fevereiro, 2010 00:24  

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