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Domingo, Maio 30, 2010

pessoas_67


e uma vez mais

falaste como

se

a terra fosse

fosse só o que fosse,

sendo,

disseste:

«ando de um lado para o outro

e sou

de

quem

passa

por mim,

sou mais

outra coisa

e outra

infinitamente

o que tu

fores

mais e o mesmo

mais e menos

que seremos

depois só

só diferente sendo

de quem

o que

não sou.»


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Domingo, Maio 02, 2010

acidente

«acidente»
foto: sophie


a partir de Fiama, E. Bishop e M. A. Pina


as bocas percutem

tecem frases,

não é nenhum

mistérios em sete versos

não é nada sério

para sempre.

toda a poesia

por muito que pareça

contém em si o acidente.


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Segunda-feira, Abril 19, 2010

sophie


quando o teu corpo

é uma sombra que

adormece violentamente,

eu morro pouco a pouco

mais um pouco.

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Terça-feira, Março 30, 2010

as narrativas deformam o rosto

sophie

.o homem sem a face do rosto anuncia o espectáculo.

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Quinta-feira, Março 04, 2010

do fim como do princípio do poema (v.)

k.

à morte

do poema

ciclicamente regressas

durante o resto do poema.


e regressas porque

nunca mais

é

nunca mais

para sempre

ciclicamente.


Poema originalmente publicado em Oficina de Poesia nº14 II série, Palimage, Março 2010.

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Quarta-feira, Fevereiro 17, 2010

por (m)-em-ti-)r(

sophie

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Quarta-feira, Fevereiro 10, 2010

sem título que o da pedra em (ti) tu la-da

S.

há poetas como pedras de pedra,

poemas de pedra apedrejados pelos poetas de pedra,

pedras de poetas apedrejados pelos poemas de pedra.


há poemas que apetece apedrejar,

pedras de poemas apedrejadas pelos poetas que apetece apedrejar,

poetas que apedrejam os poemas,

poemas que apedrejam os poetas,

pedras apedrejadas pelos poemas dos poetas apedrejados.


há poetas como poemas de pedra

e poemas de pedra apedrejados pelos poetas.

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