O fim de um ciclo.

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- lugar ao acaso de palavras que não aconteceram e de 'átomos ardentes de imperecível pensamento'-

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e uma vez mais
falaste como
se
a terra fosse
fosse só o que fosse,
sendo,
disseste:
«ando de um lado para o outro
e sou
de
quem
passa
por mim,
sou mais
outra coisa
e outra
infinitamente
o que tu
fores
mais e o mesmo
mais e menos
que seremos
depois só
só diferente sendo
de quem
o que
não sou.»
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a partir de Fiama, E. Bishop e M. A. Pina
as bocas percutem
tecem frases,
não é nenhum
mistérios em sete versos
não é nada sério
para sempre.
toda a poesia
por muito que pareça
contém em si o acidente.
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quando o teu corpo
é uma sombra que
adormece violentamente,
eu morro pouco a pouco
mais um pouco.
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à morte
do poema
ciclicamente regressas
durante o resto do poema.
e regressas porque
nunca mais
é
nunca mais
para sempre
ciclicamente.
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