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Domingo, Abril 17, 2011

O fim de um ciclo.


Temos o nosso imperativo, dizem, que é não ter coisa nenhuma que o mais aquém. Por estes tempos, apara-se o lápis e arrumam-se as folhas. Os ciclos acabam depressa. A todos os que por aqui passaram, mesmo quando já nada havia a dizer, obrigada, que são sempre bem-vindos os estranhos à nossa porta. Também é de um tempo que se trata aqui. Recomeçarei devagar algures. Até um dia.

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Domingo, Maio 30, 2010

pessoas_67


e uma vez mais

falaste como

se

a terra fosse

fosse só o que fosse,

sendo,

disseste:

«ando de um lado para o outro

e sou

de

quem

passa

por mim,

sou mais

outra coisa

e outra

infinitamente

o que tu

fores

mais e o mesmo

mais e menos

que seremos

depois só

só diferente sendo

de quem

o que

não sou.»


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Domingo, Maio 02, 2010

acidente

«acidente»
foto: sophie


a partir de Fiama, E. Bishop e M. A. Pina


as bocas percutem

tecem frases,

não é nenhum

mistérios em sete versos

não é nada sério

para sempre.

toda a poesia

por muito que pareça

contém em si o acidente.


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Segunda-feira, Abril 19, 2010

sophie


quando o teu corpo

é uma sombra que

adormece violentamente,

eu morro pouco a pouco

mais um pouco.

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Terça-feira, Março 30, 2010

as narrativas deformam o rosto

sophie

.o homem sem a face do rosto anuncia o espectáculo.

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Quinta-feira, Março 04, 2010

do fim como do princípio do poema (v.)

k.

à morte

do poema

ciclicamente regressas

durante o resto do poema.


e regressas porque

nunca mais

é

nunca mais

para sempre

ciclicamente.


Poema originalmente publicado em Oficina de Poesia nº14 II série, Palimage, Março 2010.

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Quarta-feira, Fevereiro 17, 2010

por (m)-em-ti-)r(

sophie

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