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domingo, dezembro 17, 2006

fragmento


Passou toda a tarde a ouvir a mesma música. No silêncio metódico da casa, as recordações transformavam-se em baladas oblíquas que lhe diziam o caminho de regresso a sua casa, longe, muito longe. Os pés e as mãos geladas aconchegavam-se nas malhas quentes enquanto lia frases dispersas aqui e ali de um qualquer romance recolhido da pilha da mesa de cabeceira. De repente, sentiu-se tentada a olhar pela janela, à procura que o olhar da rua lhe emprestasse a lucidez de que precisava para regressar ao planeta onde habitava. No entanto, as pernas não lhe responderam. Nem os braços, nem as mãos, nem o corpo. Adormecia num sono profundo, ao som de “fragment” de Max Richter.

Foto: Hersande Hudelot

sexta-feira, dezembro 15, 2006


Edouard Boubat
Paris
1983

sábado, dezembro 09, 2006

paralelo

Da parede amarela reteve apenas as sombras negras que lhe atravessavam os olhos e a doença devoradora que saía do escuro. Do gozo dos corpos, a lucidez com que se tinham defrontado. Depois, saiu a correr e levou consigo a imagem daquele céu a arder e da possibilidade esgotada no silêncio desleal das perguntas cheias de resposta. Afinal, tudo não passara novamente de uma oportunidade esguia, de uma pouca sorte que a sua santa e devota Providência lhe coleccionava dia a dia. Tudo não passava, aliás, dessa morte prematura que o enviuvara à nascença e cuja fronte era a do passageiro que habita o último vagão do comboio e que chega sempre em último ao destino que o espera. No mais, o seu fadário era o de um garimpeiro, o de um filantropo desenraizado, traído no íntimo do seu desvario. Os seus desejos, crenças e ideais eram, no entanto, como as dos outros todos, tão impossíveis quanto possíveis. Porque eram coisas e apenas coisas.

Texto publicado em minguante nº3

http://riceboysleeps.com/video/

quinta-feira, dezembro 07, 2006

as a crossroad

Robert Johnson

"Por último, o homem negro encontrou aí a sua vingança: todo o mundo dos brancos dança com base na música dos escravos. O blues implantou a África no próprio coração da cultura dos vencedores, através do rock: ele é o traço musical de um continente e de um povo martirizados".

Philippe Paraire em 50 anos de Música Rock


segunda-feira, dezembro 04, 2006

guião

Lá fora as flores murcharam. Deixo por isso que cada uma delas entre no meu pensamento e se transforme na alegoria de um espelho que é a milésima certeza, a imagem que nos funde com a realidade.