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segunda-feira, dezembro 31, 2007

ingenuidade

"O coração tem uma posição erecta e isso salva-nos. Se o coração fosse deitado como se deitam os velhos na cama, nós seríamos como os velos deitados na cama, fraquinhos e baixos, encostados à terra como os que foram vencidos e como os animais pesados. Mas o nosso coração tem uma posição erecta e isso salva-nos."
Gonçalo M. Tavares

Por isso salvem-se ou morram para sempre, é o que vos desejo. Bom ano!

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segunda-feira, dezembro 24, 2007

Do Natal não tenho nada a dizer. Dos assuntos que não tenho nada a dizer, das duas uma: ou me dão uma seca de morte ou são tanto aquilo que são que não precisam de ser ditas, como diz o Saramago. Escolham.

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domingo, dezembro 16, 2007

floresta dos dias auspiciosos


Victor Hugo, "Le Gai Château", 1847.*

Depois da densidade, dos pés atravessados na terra prematura que te devolvia a imagem de ti próprio, o labirinto cabia-te nos olhos como se fosses o passado com pressa a acontecer antes de tempo. Imaginavas-te livre, delator do devir comum, homem emprestado ao acaso à espera que o silêncio não fosse tão somente a ausência de ti. Mas quando chegaste percebeste finalmente como tinhas estado enganado, toda a tua vida. Foi então que te iluminaste e desististe de continuar.


*Nota à margem: Delacroix terá dito um dia que se Victor Hugo tivesse sido pintor em vez de escritor, teria sido o grande artista do século. Tivesse sido? Porventura terá o artista de produzir que nem cogumelos para ser considerado aquilo que é? Bastará de todo o desígnio, do qual não se livra jamais.

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sexta-feira, dezembro 14, 2007

Com o que é que sonhaste esta noite?

Diz-me que foi com a morte que te caiu nos braços e te prometeu o outro lado, que acordaste depois, olhando de dentro esse longe que te habitava no mundo. Mas e o silêncio que explodia por dentro?

H. não, jamais me respondeu. Por isso agora emudeceu ao fim da tarde sobre o dia de chuva quente, muito quente, tão quente que lhe há-de apetecer despir a pele e ficar somente como um fim da própria alma.

- Mas então, porque perguntaste?

O silêncio cabe-te todo impossível dentro de ti. As tuas palavras são um rumor violeta, abeirado numa pequena esquina depois de amanhã.

- Pergunta-me outras coisas que não peço. Mas não me perguntes pelo sonhos.

Não pergunto. O teu depois acontece ao mesmo tempo que o meu.

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quinta-feira, dezembro 13, 2007

exercício (nulo)


"Faltava a face obscura de que os homens contagiam as cidades que povoam. Faltava a lucidez gelada da escuridão. Faltava também o Humphrey Bogart. Faltava a Lauren Bacall. Eventualmente faltaremos todos. Permanecendo, porém, como deuses mortais, os sítios para continuarem a prestar o seu indiferente testemunho de silêncio. Detalhes ínfimos numa paciente caminhada cósmica de biliões de anos."


Texto: Paulo Castilho, Fora de Horas, p.150.
Ilustração: Robert Shadbolt

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segunda-feira, dezembro 03, 2007

do referendo na Venezuela

E então o senhor, entrevistado pela jornalista da RTP a propósito do referendo para a reforma da Constituição venezuelana que propõe coisas como a eliminação dos limites de reeleição, o fim da autonomia do Banco Central entre outras coisas que tais apelidadas de socialistas, disse: "Não vejo qual é o problema! Vejo tanto 'questionamento' e assim...não percebo. Há sempre eleições todos os anos. Não vejo qual é o problema e assim." Eu também não vejo, ora, mas quem é que há-de ver?

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