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terça-feira, março 21, 2006

O dia de todos os dias

" Não dramatizes, não invoques,
não indagues. Não percas tempo em mentir.
Não te aborreças.
Teu iate de marfim, teu sapato de diamante,
vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família
desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.

Não recomponhas
tua sepultada e merencória infância.
Não osciles entre o espelho e a
memória em dissipação.
Que se dissipou, não era poesia.
Que se partiu, cristal não era.

Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário.
Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio.
(...)"

in Antologia Poética, CDA

segunda-feira, março 13, 2006

In life, lines are not lines, circles are not circles.

Ainda a chuva

Liberto em duplo, abandonei-me da paisagem abaixo...

O vulto do cais é a estrada nítida e calma

Que se levanta e se ergue como um muro,

E os navios passam por dentro dos troncos das árvores

Com uma horizontalidade vertical,

E deixam cair amarras na água pelas folhas uma a uma dentro...


in "Chuva oblíqua", FP

A continuação

Em O Banquete, de Platão, fala-se de três tipos de espécies humanas: o macho/macho, o fêmea/macho, o fêmea/fêmea. Até que os deuses decidiram cortar cada um destes em dois, dando origem à Humanidade. À besta da humanidade.

it´s raining, raining, raining.
raining, raining, raining.

sexta-feira, março 10, 2006

Sobre a crise das Humanidades

"É antes de mais uma crise de legitimação. Durante séculos as Humanidades legitimaram culturas, saberes e até mesmo políticas dos países e constituíam a sua matriz de referência constante, a sua memória. Mas nas últimas décadas emergiram novos saberes e outras formas e veículos de legitimação e hoje é-se mais considerado por ir a um concurso de televisão do que por ter lido muitos livros. Pode-se estar de acordo com isto ou não, mas eu não estou, e não consigo assistir impassível a este cancelamento da nossa memória colectiva. Um povo não pode viver o futuro sem saber o que foi no passado e aprender com isso."
Carlos Reis, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra