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quinta-feira, setembro 18, 2008

polifonia

Moksha


Três as árvores paradas. O mundo girando nas três árvores paradas. No céu as árvores três paradas e a sombra delas no momento em que nasceram. O tempo morrendo nas três árvores. Moksha é o nome do nascimento de todas as árvores. Moksha é a árvore cujo tronco é uma raiz enterrada no sítio da terra sem luz e de onde saem as outras como árvores que vão para o céu depois. É para o céu que vão as árvores como vão as pessoas. Moksha é a morte de todas as árvores. Moksha é a árvore que jamais nasce, jamais morre porque é as árvores todas juntas do tempo todo. Nove minutos no tempo dessas três árvores são o tempo das raízes a enterraram-se até ao centro da terra. O céu no centro da terra e as três árvores em raízes. Moksha é o silêncio de todas as árvores postas na terra porque as raízes não puderam no céu ser postas porque é o céu já o lugar da raiz da própria terra. Moksha é a raiz da terra.

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Luz a entrar por dentro da Terra Devastada aqui.

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segunda-feira, setembro 08, 2008

Mulheres

j.p.

Mulheres sós. Mulheres sem medo. Mulheres com medo. Mulheres debaixo das árvores. Mulheres a contemplarem o céu. Mulheres com filhos. Mulheres sem filhos. Mulheres órfãs. Mulheres sem outras mulheres. Mulheres a abraçarem outras mulheres. Mulheres parecidas com as estrelas. Mulheres com sorriso. Mulheres sem sorriso. Mulheres a caminhar no caminho. Mulheres felizes. Mulheres a sofrer. Mulheres a ver os maridos a morrer. Mulheres sem maridos porque morreram. Mulheres sem braços. Mulheres sem o coração. Mulheres sem olhos. Mulheres que escutam. Mulheres que lêem. Mulheres dentro dos livros e que nunca mais de lá saem. Mulheres que são só o corpo. Mulheres que não estão no corpo. Mulheres pacientes. Mulheres sábias. Mulheres invisíveis. Mulheres belas. Mulheres quase feias. Mulheres com amor. Mulheres sem amor. Mulheres que são tantas que não são nenhuma em especial. Mulheres impossíveis de descrever.

Texto escrito em diálogo com o tema “girls” (Death in Vegas).

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sexta-feira, setembro 05, 2008

palavras

j.p.

cabe o mundo todo dentro de mim. e todas as palavras cabem dentro do mundo. o mundo não cabe nas palavras porque é do mundo que nascem depois as palavras e são o mundo. em mim cabem as palavras que são o mundo. e eu sou o mundo também. o mundo com as palavras. o mundo sem as palavras. cabem as palavras todas do mundo em mim. cabe o mundo todo dentro de mim. sem mim o mundo cabe algures no universo. as palavras são o universo também. o mundo não cabe nas palavras mas o universo cabe nas palavras. as palavras não nasceram no universo. nasceram no mundo. por isso o universo cabe nelas e elas cabem no universo. só o mundo não cabe nas palavras. o mundo é tão grande que não cabe nas palavras. mas o mundo cabe todo dentro de mim. quando o mundo cabe todo dentro de mim, as palavras não cabem dentro de mim. está lá o mundo. eu e o mundo não cabemos dentro das palavras.

Texto em diálogo com o tema “disappointed in the sun” (dEUS).


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quarta-feira, setembro 03, 2008


"Water Carrier", Reykjavík Art Museum

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