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quarta-feira, março 05, 2008

adágio abstersivo* sobre c.

Pergunta-te o caminho e o teu caminho ficará depois da última história, a impossível. Que milhares te habitam? Que milhares te imaginam procedência e te advêm como possibilidade e metamorfose no 7º andar de quem olha cá para baixo imenso na raridade de experimentar. Esse, O Medo a caber-nos perplexo e glacial a acontecer no pasmo indiferente com que nos espreitámos da janela. Lá em baixo te esperarão. Nos esperarão. Fleumas, lentidões, o desprazer do efémero mais do que a desordem do trajecto impiedosamente perseguido até ao fim. Somos a cólera impugnante. Quem passa e que mais não será? Teatros e desgraças a fazer de conta que têm um destino mais do que nós. Que milhares serão? Que ineptos e que desordem afinal te alui? Exigência pela nulidade antecipada e pelo silêncio em forma de existência abjecta. O ritmo teu exagerado, a sorte igual em tamanho e feitio para todos, a deserção imperiosa, a impertinência do entendimento. Matéria e sentença sobre a matéria. As pessoas e o constrangimento do reduto final.

* - mundificante

Texto originalmente publicado em Revista Big Ode #4 (edição impressa).


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