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sábado, maio 23, 2009

quarta-feira, maio 20, 2009

.o silêncio dos outros #(21)

sábado, maio 09, 2009

.o silêncio dos outros #(9)

terça-feira, abril 14, 2009

.o silêncio dos outros #(15)


Por Bruno Santos

que[brando o silêncio

o silêncio ensurdecedor

o silêncio do culpado

a culpa sentida no silêncio

ou o grito do silêncio

manifestação silen[ciosa

do silêncio dos inocentes

o silêncio da tua face

por vezes dizia

ensurdecedor

silêncio silente ou sibilante enternecimento

temos para nós

um p[acto de silêncio

ou de certa modo o silêncio inco[modado

o fim

do silêncio

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segunda-feira, março 30, 2009

.o silêncio dos outros #(12)

(i)

.o meu silêncio, dentro do vosso silêncio, o silêncio o vosso, feito do meu silêncio, feito do vosso silêncio, o nosso silêncio, o mundo do silêncio, o silêncio do mundo.


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quarta-feira, março 25, 2009

.o silêncio dos outros #(3)


Por Paulo Condessa

Dentro do coração grande: vive o coração pequenino.

Dentro do coração pequenino: vive uma árvore, um arco-íris e um rio.


Dentro dessa árvore, desse arco-íris e desse rio, vivem outras coisas.


Dentro da sombra da árvore: vive o pássaro cantor.

Dentro do arco-íris: vivo eu, a bailarina invisível.

Dentro do rio: vive um brilho-dourado.


E dentro do brilho dourado: vive o peixinho.

E dentro do peixinho: vive a floresta.

E dentro da floresta: vive a música.

E dentro da música: vive o silêncio.

E dentro do silêncio: vivem todas as coisas.


E nesse preciso momento apareceu o coração grande e disse:

O silêncio contém todas as coisas.

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quinta-feira, março 19, 2009

.o silêncio dos outros #(17)


Por t

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domingo, março 15, 2009

.o silêncio dos outros #(7)

Um companheiro para o diálogo interior

[...]

cheios de vasilhas esperando a chuva

parados à espera

de um companheiro possível para o diálogo interior

[...]

Daniel Faria


Por Ana Salomé


Eu quero alguém que compreenda o meu silêncio, assim como quero compreender o seu silêncio. Alguém com quem seja possível passear junto do mar, dentro de uma floresta, pelas ruas de qualquer cidade de mãos dadas, convertidos em caminho, e não nos sintamos menos próximos ou incomodados se não falarmos. Economizemos as palavras, mas aproximemo-nos igualmente dialogantes. Nunca nos falte a compreensão, ainda que absurda, do sabor do pão na boca de uma criança que passe, pois bastará que ambos olhemos para o pão e para a criança e logo nos recordaremos do tempo em que éramos nós que fazíamos essa ligação entre sujeito e substância. A memória rebentará com um estrépito de sabor e criança que passe, será criança que nos levará o pão à boca. Recebemo-lo em silêncio para nos encostarmos ao mar do sangue um do outro. Ficaremos pesados, marmóreos, exactos. Mãos e pés crescerão assentes na planura da luz. Os dedos, ao sentirem-se movidos, impelidos pela paixão, que sejam ondas, que sejam uma rebentação alongando-se. Os ossos dele moldarão os meus e chegará a altura em que qualquer palavra vem somente para calcinar a mudez da alvenaria. Há muito tempo que teremos deixado de falar num certo sentido. As palavras transformar-se-ão de novo nos seus referentes. Mar será o mar, floresta será a floresta, cidade será a cidade por onde passamos. Satisfazer-nos-emos com a modelação do nosso pensamento mágico. Viveremos com uma gota de sangue sempre a cabecear no sono da língua. Para além dos ossos, ele tomará também o meu corpo na sua lisura e pintará nele tudo o que imagina ter visto nos sonhos que se proliferam cá dentro de nós. Porque eu quero alguém que me execute com bondade e com beleza. Alguém que compreenda esta necessidade de silêncio, que lhe reconheça a face como se se olhasse na superfície espelhada do seu próprio indizível.

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quarta-feira, março 11, 2009

.o silêncio dos outros #(1)

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.o silêncio dos outros #(intro)


«no seu silêncio. Reteve: violência.»

e.d.


«Antes não existia o tempo. Desde que o tempo começou que estou aqui, desde sempre e para além da minha própria morte», obrigado a coexistir. Simone de Beauvoir chamou-lhe, à coexistência, a «maldição original», em O Sangue dos Outros. Em .o silêncio dos outros é da maldição de sermos obrigados a falar por tudo e por nada que se trata, e do modo de ser do falar sobre o que se diz no que já está dito, do que não se diz, da evidência, do acto, da alogia. é do silêncio de morte que se trata.



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