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terça-feira, maio 17, 2005

Misere


Miséria. A dos outros.
A nossa.
Dos canais impossíveis,
da revolta obsoleta.
Da estupidez
e dos caminhos traçados a carvão,
ténues. fuzileiros. inteiros.
Ao lado do muro,
disto.

4 Comments:

Anonymous papoila said...

Miséria, a tua, a minha, a de todos nós.
Escurece o dia e a água adquire a tonalidade da melancolia.
Miséria da tentativa, miséria da esperança... fome da não miséria, é tudo o que procuramos, e já é muito!
Escolhemos entre escolhas canais de luz que reluzem tentativas felizes ou infelizes de ser feliz...é essa a nossa tarefa, no absurbo cais da vida, onde atracam cruzeiros de gente sorridente, navios de mercadorias, barcos de pesca que matam a fome ou simples botes de pesca desportiva...é assim este cais onde irremediávelmente esperamos...
resignação? estupidez? revolta?

Ao lado do muro do cais, onde a linha do horizonte traça o seu azul escuro, esperamos sem esperar um sorriso, um gesto inteiro e original.

QUE ELE NÃO DEMORE...

18 maio, 2005 20:35  
Anonymous papoila said...

(ups! o acento no advérbio de modo não é para ter em conta:)

18 maio, 2005 20:36  
Blogger Alfie said...

Não vai demorar. Já dizia Saramago que o tempo do tempo não é o nosso tempo. Mas esse tempo acaba por ser o tempo dos tempos. O do cais da vida, onde se misturam o lodo, a vergonha e a certeza.

19 maio, 2005 00:43  
Anonymous papoila said...

Se soubesse onde ficas
se soubesse onde estás
se soubesse quando brincas
sabendo que ficaste em às

se soubesse da verdade
mesmo dorida e profunda
se soubesse dessa história
de sal sangue choro e bruma

se soubesse da jogada
se soubesse quanto fica

se soubesse da mentira
tão fácil e definida
se soubesse da jogada
tão falsa para tanta vida

se soubesses como dói
se soubesses como sofro
se soubesses que os heróis
morrem todos os dias um pouco

se soubesses o que perdemos
sem já haver vida fora

Carlos Ferreira


Se soubesses que noite é escura e que a lua brilha no céu, talvez me pegasses na mão e me oferecesses um sorriso rasgado de luar...Se soubesses que o azul do mar existe e se afunila até ao último ponto que o meu olhar observa, talvez te transformasses em areia e te sentasses junto de mim

26 maio, 2005 01:51  

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