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terça-feira, junho 12, 2007

C. em andamentos hiperbólicos

1.

Providências, rastos e adereços espalhavam-se pelo quarto interior. Três corpos viciados permaneciam agora impossíveis, fartos e enfraquecidos. Antes, a multiplicação das tentativas e do êxtase desclassificado, surdo, sem remorsos e, embora ficcionado, vezes sem conta confundido com a própria vergonha.

2.
Apesar de tudo, o ritmo da comunhão instantânea entre os corpos atropelava o esforço e o empenho de gerar a quimera, sufocando e estrangulando as evidências, comprometendo a fantasia e a vontade de se redimirem da transgressão que espontaneamente tinham provocado.

3.
Prelúdio: num relance imprevisto, assemelhavam-se à memória de outros, iguais a eles próprios, acabados ou prestes a recomeçar, renhidos e confusos. Não por causa do pavor que sentiam porque se tinham misturado com a Ficção mas pela suspeita de que tinham sido vítimas da mudez infligida pelo reencontro.

4.
Devotos e buliçosos, procuravam assim forjar uma memória lógica que fosse igual para todos, inextinguível, que jamais laborasse no esquecimento das coisas e das pessoas.

5.
Por fim, depois de pensarem todos o mesmo, sacrificavam-se, dormiam, e jamais acordariam iguais. Estes e os outros.


Texto publicado originalmente em Minguante.