<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d11610014\x26blogName\x3devidence+and+chlorine\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://claya.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://claya.blogspot.com/\x26vt\x3d-5922575046210966920', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

segunda-feira, setembro 26, 2005

Rodin a tempo inteiro


Em Paris, no Museu Rodin, as esculturas do artista que se encontram no jardim que emoldura a bela casa senhorial que abriga algumas das mais importantes e emblemáticas obras do escultor francês, são deixadas à mercê de quem passa. Pior: nada, mas mesmo nada, pode fazer crer que aquelas esculturas foram alguma vez limpas, vigiadas ou objecto de qualquer trabalho de conservação e restauro. O pó, os excrementos dos pássaros, os rabiscos dos amantes, as teias de aranha, testemunham dramaticamente o desmazelo a que são votadas. Lá dentro, no museu em si (assim o parecem fazer crer), cada uma das peças expostas sem excepção, é acompanhada por um letreiro que chama a atenção para o facto das obras se desgastarem muito facilmente com o tempo, e de o simples passar leve de uma mão contribuir em larga escala para que esse desgaste se verifique efectivamente. Para quem começa por visitar os jardins e para os verdadeiros amantes de Rodin, especificamente, e das artes e da cultura, em geral, a primeira impressão é a de estranheza, perplexidade primeiro, tristeza, revolta e repulsa depois. No regresso a Portugal, uma certeza: a negligência tem, afinal, várias nacionalidades, credos, nomes e feitios.